Arquivo para janeiro 2009

Cheguei em Belém…

janeiro 27, 2009

Com muita alegria, animação e disposição cheguei domingo a noite em Belém. Foi muito legal ver o time todo reunido.

São mais de 30 voluntários de várias cidades: salvador, manaus, belo horizonte, porto alegre, são paulo e rio de janeiro. Além de várias pessoas dos escritórios de são paulo e manaus, entre coordenadores de campanha, o povo de comunicação, logistica, captação de recursos e ainda os diretores.

Quando cheguei, após rápida passagem pelo hotel, fui encontrar os voluntários na casa que o Greenpeace alugou para o período do Fórum Social Mundial. Muito legal ver todos os voluntas reunidos e animados com o intenso dia de trabalho com open boats…

Foram mais de 1500 pessoas visitando o barco… conhecendo sobre os problemas e soluções para combater o aquecimento global.

Ainda teremos mais 4 dias de barco aberto a visitação e com o time completo os dias prometem muita agitação.

Estamos ali na estação das docas, armazém 3 (escadinha).

E se você não puder comparecer, assita o vídeo que conta um pouco o quanto animado e movimentado foi o open boat em Belém.

Você também pode acompanhar o Arctic Sunrise ao vivo pela nossa webcam.

Além dos atrativos com o navio, estaremos também com vários seminários durante o Fórum Social Mundial, focando nos temas energia, oceanos e floresta.

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Canto comunitário verde

janeiro 24, 2009

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Dias cheios aqui em Fortaleza para deixar tudo preparado para a chegada do Arctic Sunrise. O navio agora está em Belém, e nesse momento durante o open boat, com mais de 30 voluntários, mais de 15 tripulantes e mais ainda a galera do escritório. Eu diria, o barco é um escritório móvel e que agora está em Belém, aberto a visitação de pessoas. Demais!

Ontem, pela manhã, fui visitar mais de 20 restaurantes aqui da Avenida Beira Mar. Durante o trajeto aproveite para conhecer o mercado de peixe, onde inclusive são vendidos os camarões da carcinicultura.

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O problema aqui é que compensa mais o pescador “artesanal” comprar o camarão da carcinicultura e vender, do que sair ao mar para pescar seu próprio camarão.

Pescadores artesanais acabam se tornando atravessadores

Pescadores artesanais acabam se tornando atravessadores

O camarão da carcinicultura é mais barato e ainda, por ser alimentado com ração, antibióticos e hormônios, dizem que fica muito mais bonito aparentemente. A carne parece uma esponja! Eu não como.

Com isso, muitos pescadores da comunidade passam de pescadores a atravessadores. E os que não são atravessadores, podem tentar um trabalho nas próprias fazendas de criação, que emprega 1 indivíduo por hectare. Já, um hectare de manguezal preservado, garante o sustento de 10 famílias e mais ainda a integridade do ecossistema marinho.

A realidade é dura e crua. Quando estava nessa caminhada, vi um monte de gente, TV, em volta de alguma coisa. Como taurina curiosa não pude deixar de me aproximar. Diziam que os pescadores haviam trazido um tubarão-baleia.

Só não consegui a foto do tubarão ;-(

Só não consegui a foto do tubarão ;-(

Quando por lá cheguei já não tinha mais o animal inteiro, já tinha cortado e estava a venda no mercado de peixe local. Só tinha a cabeça e era impossível se aproximar em meio a tanta gente. Conversando  por ali descobri que essa é a primeira vez que pescam esse tipo de peixe e que ainda, ele não tinha registros para a região.

** depois que eu fui embora, vi no Jornal que o IBAMA aprendeu a carne, e irá doar para instituições públicas.

Bom, continuei a trajetória pelos restaurantes. A idéia foi convidá-los para uma visita a bordo do Arctic Sunrise e conhecer os problemas que ameaçam os manguezais. Fui bem recebida em alguns, em outros não. Mas todos se mostraram interessado em aparecer. Vamos ver agora como será a recepção nos supermercados. (Obrigada, Rosi pela força de conseguir a lista de restaurantes e supers… me ajudou muito!).

No final da tarde, peguei uma carona com o René Sharer da prainha do Canto Verde e parte do Instituto TERRAMAR. As organizações locais fazem um importante trabalho com as comunidades consteiras e com manguezais.

Fui conhecer como funciona o turismo comunitário na Prainha do Canto Verde. Fiquei realmente encantada!

Foto tirada às 5h30 - já bem calro!

Foto tirada às 5h30 - já bem claro!

A Prainha fica a 126km de Fortaleza. Chegamos por lá já era noite! René me levou para conhecer a casa da D. Mirtes. Lá, você se hospeda na casa dos moradores. Eu fiquei no Refúgio da Paz.

A casa da D. Mirtes e sua familia

A casa da D. Mirtes e sua família

Você realmente se sente parte da família de D. Mirtes e tratada como se fosse. Sempre com um sorriso no rosto…

A noite, fui jantar na Pousada Sol e Mar, junto com René e sua esposa. E conheci alguns moradores locais.

O mais interessante ali na prainha, é que os próprios moradores são os que fiscalizam e não permitem que o ambiente seja alterado. Todos respeitam as regras e fiscalizam uns aos outros. Por exemplo, a construção de casas com mais de 2 andares, a venda de terrenos e casas a não-moradores, a pesca da lagosta, do camarão… enfim.

Eles já estão organizados em uma cooperativa para o turismo comunitário e se reúnem frequentemente. Os poucos que conheci pude perceber que dão muito valor ao seu local e são bem engajados e informados.

Acordei pela manhã (5hs) e fui fazer um tour com o René.

As dunas aqui, com os ventos de leste, invandem as ruas, e principalmente as casas. Os moradores se únem muitas vezes, e colocam algumas palhas de coqueiro secas para conter o avanço. Mas a prefeitura precisa ficar mais de olho. Já aconteceu das dunas se moverem para o meio da única via de acesso da prainha.

Os pescadores utilizam técnicas tradicionais de pesca, a bordo de jangadas e catamarãs. Melhor ainda, o catamarã é movido a energia do vento (vela) e utiliza quase nada de combustível.=Os equipamentos de bordo (GPS, sonda, luz e rádio de comunicação) são alimentados por uma placa solar. Fantástico!

René me contou, que na década de 90 (mais precisamente 1993), eles realizaram o projeto SOS SObrevivência. Demais a história, 4 pessoas da comunidade se juntaram em uma jangada de 8m e foram da Prainha do Canto Verde até o Rio de Janeiro, discutir a pesca com os governos.

Chamaram a atenção da mídia para o assunto, fizeram reuniões, propuseram políticas públicas e divulgaram o problema para a sociedade. Que coragem!!!

Parte dessas pessoas hoje continua lutando pela preservação da Prainha… propondo políticas, fiscalizando, exigindo, orientando, educando as futuras gerações.

Vale a pena conhecer e participar do turismo comunitário.

Pude acompanhar o desembarque de um catamarã e como eles se organizam em equipe e família para retirar as caixas de peixe, não encalhar o barco e dividir os pescados.

Durante nosso evento em Fortaleza, no dia 9 de fevereiro, teremos a participação de duas lideranças pesqueiras da Prainha, defendendo a criação de uma área marinha protegida. Isso sim é consciência. O pescador saber o valor da proteção para garantir sua sobrevivência.

Após o tour com René, estava quase na minha hora de pegar o ônibus de volta a Fortaleza. Fiz um pequeno tour com o filho da D. Mirtes. Fui conhecer lugares maravilhosos e aprender sobre a história da Prainha do Canto Verde.

Aproveitei para convidar a todos por lá que visitem o barco do Greenpeace nos dias que estaremos em Fortaleza (7-8 de fev – 10hs-17hs).

No mais, só a agradecer a todos das organizações locais e os moradores da Prainha do Canto Verde, que tão bem me receberam.

Ao final da tarde pude me reunir com os colaboradores do Greenpeace que moram em Fortaleza. 10 pessoas compareceram a reunião e se mostraram bastante engajados e dispostos a salvar o planeta. Afinal, é agora ou agora!

Guantanamo…

janeiro 22, 2009

De passagem pelo blog do meu querido amigo Jorge (O Escriba), li um post super interessante sobre a prisão de Guantanamo.

Afinal, ontem foi o dia que o novo presidente dos EUA, Barack Obama, assinou o decreto para fechar a prisão de Guantanamo.

Um absurdo o modo como são tratados os imigrantes nos EUA… parece que realmente por ali os direitos humanos estão apenas de passagem.

O Jorge descobriu um link interessante, interativo, onde você pode entrar na prisão, conhecer as histórias e visitar locais como a solitária, as celas, o centro médico… enfim…assustador.

O site, HOMELAND GUANTANAMO, é obra dos mesmos ferinhas do Story of stuffs.

Muito bom… o choque de realidade é sempre bom. Muitas vezes o que está longe dos olhos acaba passando despercebido nessa nossa vida corrida … mas tem muita coisa errada acontecendo por aí.

Além da prisão de Guantanamo, nos EUA, tem mais muitas outras formas de precoceito e opressão em relação a imigrantes.

Sei que esse não é o tipo de post que se encontra aqui, mas realmente algumas fichas cairam depois de visitar o site.

Thank you for make the difference in 2008

janeiro 22, 2009

O Greenpeace EUA produziu um vídeo, comemorando as vitórias do ano passado. Muitas dessas vitórias tiveram nosso apoio… e então, compartilho com vocês, afinal…is just one Greenpeace in this world, is Greenpeace world!

Espero que gostem!

Está chegando a hora de Belém

janeiro 22, 2009

Finalmente está chegando a hora do time costa entrar em ação.

A nossa expedição Salvar o Planeta é agora ou Agora, jé teve seu início, com sucesso em Manaus, e agora, toda a tripulação e mais boa parte do nosso time Brasil já está a bordo ou em terra nos preparativos para os dias de atividades em Belém.

Acabo de visitar o blog da Expedição, e ver que a Mari, já está contando para todo mundo como é a vida a bordo e quais são as expectativas para os quentes e úmidos dias de Belém.

Enquanto isso, fico eu, Lelê, aqui em Fortaleza, na maior ansiedade para chegar logo a minha vez de me juntar ao time.

Cheguei hoje em Fortaleza para organizar algumas atividades que serão realizadas aqui durante o tempo do barco, em parceria com organizações não-governamentais locais.

Fortaleza é uma cidade linda, com belas praias, com o turismo bem desenvolvido, mas que no entanto já sofre uma série de impactos na zona costeira.

Entre os impactos podemos citar a ocupação desordenada da zona costeira com grandes hotéis e resorts e a criação de camarão, conhecida por carcinicultura.

A carcinicultura (criação de camarão), vendida hoje erradamente, como uma oportunidade de geração de emprego e renda e solução para o fim dos estoques de camarão, e na verdade, uma atividade comercial de alto impacto sócio-ambiental.

Realizada em regiões de manguezal, berçários de vida marinha, a atividade viola regras de direitos humanos, privatiza terras da União, utiliza recursos públicos, prejudica o desenvolvimento de comunidades costeiras, ameaça a segurança alimentar e a integridade dos manguezais.

Se você quiser conhecer os 13 motivos para dizer não a carcinicultura, visite o site do Insituto TERRAMAR e promova o consumo consciente.

Afinal, 80% dos nossos recursos pesqueiros estão ameaçados, e podemos reverter essa situação, mudando nossos hábitos de consumo no dia a dia e divulgando a informação para todos amigos e familiares.

Durante a passagem do Arctic Sunrise por Fortaleza, estaremos realizando um evento com Supermercados e Restaurantes para informá-los sobre o problema do consumo do camarão, da carcinicultura e promover o consumo consciente.

Vamos ficarão sabendo de tudo aqui no blog.

POr hora, quem estiver no Fórum Social Mundial, não esqueça de visitar o barco do Greenpeace. Já estaremos esperando todo mundo para o próximo final de semana.

Vamos que Vamos…

Salvar o Planeta é agora ou Agora!

É o fim da linha…

janeiro 20, 2009

O Greenpeace junto com outras organizações está apoiando um documentário chamado THE END OF THE LINE.

O documentário, que já tem trailler no site acima, fala sobre o problema da pesca predatória e como seria o MUNDO SEM PEIXE!!!!

Vale muito a pena acessar o site e salvar você também o “seu” pedacinho de oceano.

Acabei de descobrir que cada ser humano seria responsável por 2ha de oceano, se dividirmos o tamanho dos oceanos pelo número de pessoas.

Além disso, eles têm no site um corte e monte de arraia. Bem legal….

Vou tentar montar uma no final de semana…. se vocês conseguirem fazer o origami, me mandem um comentário contando.

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A idéia é realmente muito boa e merece atenção. Afinal, dados científicos afirmam que não teremos mais peixe em 2048 se a exploração desenfreada dos recursos continuar no ritmo acelerado em que se encontra.

No Brasil, 80% do recursos pesqueiros que utilizamos comercialmente está ameaçado e pouco tem sido feito para sua recuperação. Pouco não, melhor nada! Ao não ser iniciativas governamentais descabidas voltadas para o aumento da frota, aumento de quotas e duplicação em 20 vezes nossa produção.

Vale lembrar os absurdos que  nosso presidente Lula e seus ministros tem comentado sobre a pesca recentemente:

1. “é uma vergonha o Brasil só pescar 1 milhão de toneladas por ano, enquanto o Peru produz 9 milhões de toneladas de pescados e o Chile 2 milhões de toneladas”.

Acho que ninguém informou a eles, que as diferenças oceanográficas entre Chile, Peru e Brasil são gigantesca e jamais iremos alcançar essa produtividade.

2. Já o Ministro Altemir Gregolim, afimou, no dia 4 de janeiro de 2009, no Jornal O DIário do Pará, que a Amazônia deve dar prioridade à criação de peixes, na costa do Pará. Olha a pérola: ” Em vez de produzir bois, a região tem que produzir peixes, cultura que não degrada o meio ambiente”.

Aja…. desse jeito muito antes de 2048 já estaremos sem peixes e sem biodiversidade alguma.


Yushin Maru II danificado e retornando ao porto

janeiro 16, 2009

 

yushin maru II

yushin maru II

Informações recebidas hoje pelo Greenpeace afirmam que a embarcação Yushin Maru II, que é parte da frota baleeira, está retornando ao porto no Japão por estar danificado.

A embarcação tentou entrar no porto na Indonésia mas foi rejeitado o pedido, pois a embarcação fazia parte de atividades ilegais de caça de baleias.

A retirada do Yushin Maru da frota não significa o fim das operações de caça durante esse verão, mas com toda certeza garante que menos espécies de baleias sejam caçadas.