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LULA: ABRa os OLHOS

março 3, 2009

Lula: Abra os Olhos… Salve Abrolhos. Salve o Clima.

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Infelizmente esses últimos dias pouco tempo tive para postar aqui no blog sobre as novidades e atividades que estamos fazendo aqui em alto-mar.

O Greenpeace, como parte das atividades da expedição SALVAR O PLANETA É AGORA OU AGORA, passou por Abrolhos para documentar a importância da área para o combate a crise climática.

No entanto, esse paraíso encontra-se ameaçado pelo principal vetor do aquecimento global: a exploração de gás e óleo.

Acompanhe o blog do Greenpeace e veja como foram nossos dias em Abrolhos.

Um outro mundo é possível

fevereiro 2, 2009

Pela primeira vez participei do Fórum Social Mundial. O Fórum é um espaço aberto para debates de toda a sociedade civil.

Estão presentes aqui muitas organizações não governamentais, movimentos sociais, estudantes, professores de todos os lugares do Brasil.

Fiquei surpresa com o tamanho da programação, com a quantidade de eventos propostos, com a diversidade de assuntos e lutas. Você pode encontrar aqui desde o movimento das mulheres feministas até movimento da luta contra a escravidão. Aqui vale um parênteses. Eu achei que a escravidão tivesse sido abolida, mas passeando pelos estandes, fiquei sabendo que ela ainda ocorre em algumas fazendas no interior desse nosso Brasilzão, onde obviamente falta governança e presença do Estado.

Bom, não é para surpreender. Aqui no Fórum tive a oportunidade de assistir em frente ao barco do Greenpeace o filme Mataram a Irmã Dorothy. E aí sim, fiquei chocada. Isso me faz lembrar um pouco a história dos nossos dois ativistas japoneses que foram presos por denunciar a caça de baleias, que é um crime. Apesar de estarmos no século 21, ainda vivemos uma época de censura disfarçada, onde a sociedade ainda têm medo de expor e lutar por seus direitos. Medo de não poderem contar com os órgãos públicos em sua defesa, já que estes muitas vezes estão a serviço da ambição e da concentração de renda na mão de poucos.

Mas, essa indignação passa muito rápido e surge um pontinha de esperança quando se vê que quase 100 mil pessoas se deslocaram de suas cidades para vir até Belém e expor suas opiniões, aprender, buscar informações e levar essas informações de volta, gerando um efeito multiplicador.

O Greenpeace propôs vários seminários durante a semana do Fórum, e todos eles tinham pessoas saindo pela janela. O que eu achei muito legal, pois mostra que as 100 mil pessoas que decidiram vir para o Fórum, vieram engajados e com objetivo de se informar e sair daqui acreditando que outro mundo é possível.

Ontem também foi o dia da minha apresentação “áreas marinhas protegidas e o combate ao aquecimento global”. Eu não sabia muito o que esperar já que o principal assunto do fórum foi a preservação da floresta e seus impactos no clima. Mas a sala ficou lotada, com muita gente interessada em preservar os oceanos, tirando dúvidas e mais ainda, se indignando por que não temos ainda um grupo de voluntários em Belém. Passados 10 minutos, algumas pessoas interessadas já estavam trocando contatos para formar um novo grupo de voluntários.

Veja no blog do Greenpeace os depoimentos das pessoas que participaram. Obrigada Jorge e todos os que estiveram me dando força e apoio nesse dia.

Como diria o meu querido amigo Marcio Astrini além de tudo de interessante que tiveram os nossos open boats, o melhor era a simpatia e a disposição da nossa tripulação e voluntários.

Time de voluntários que segue embarcado para Fortaleza

Time de voluntários que segue embarcado para Fortaleza

Agora, parte do time segue para Fortaleza, que também promete muito trabalho e atividades para construir um outro mundo melhor com os oceanos limpos e saudáveis e maiores investimentos em energias renováveis.

É isso aí…. seguimos felizes pelo rio até chegar em nosso oceano. Afinal, SALVAR OS OCEANOS: é AGORA OU AGORA!

Muitas coisas aconteceram nesses dias todos…. e toda a equipe superou os limites do cansaço para receber mais de 7000 pessoas visitando nosso barco e levando para suas casas as informações sobre os problemas e soluções para o aquecimento global.


Está chegando a hora de Belém

janeiro 22, 2009

Finalmente está chegando a hora do time costa entrar em ação.

A nossa expedição Salvar o Planeta é agora ou Agora, jé teve seu início, com sucesso em Manaus, e agora, toda a tripulação e mais boa parte do nosso time Brasil já está a bordo ou em terra nos preparativos para os dias de atividades em Belém.

Acabo de visitar o blog da Expedição, e ver que a Mari, já está contando para todo mundo como é a vida a bordo e quais são as expectativas para os quentes e úmidos dias de Belém.

Enquanto isso, fico eu, Lelê, aqui em Fortaleza, na maior ansiedade para chegar logo a minha vez de me juntar ao time.

Cheguei hoje em Fortaleza para organizar algumas atividades que serão realizadas aqui durante o tempo do barco, em parceria com organizações não-governamentais locais.

Fortaleza é uma cidade linda, com belas praias, com o turismo bem desenvolvido, mas que no entanto já sofre uma série de impactos na zona costeira.

Entre os impactos podemos citar a ocupação desordenada da zona costeira com grandes hotéis e resorts e a criação de camarão, conhecida por carcinicultura.

A carcinicultura (criação de camarão), vendida hoje erradamente, como uma oportunidade de geração de emprego e renda e solução para o fim dos estoques de camarão, e na verdade, uma atividade comercial de alto impacto sócio-ambiental.

Realizada em regiões de manguezal, berçários de vida marinha, a atividade viola regras de direitos humanos, privatiza terras da União, utiliza recursos públicos, prejudica o desenvolvimento de comunidades costeiras, ameaça a segurança alimentar e a integridade dos manguezais.

Se você quiser conhecer os 13 motivos para dizer não a carcinicultura, visite o site do Insituto TERRAMAR e promova o consumo consciente.

Afinal, 80% dos nossos recursos pesqueiros estão ameaçados, e podemos reverter essa situação, mudando nossos hábitos de consumo no dia a dia e divulgando a informação para todos amigos e familiares.

Durante a passagem do Arctic Sunrise por Fortaleza, estaremos realizando um evento com Supermercados e Restaurantes para informá-los sobre o problema do consumo do camarão, da carcinicultura e promover o consumo consciente.

Vamos ficarão sabendo de tudo aqui no blog.

POr hora, quem estiver no Fórum Social Mundial, não esqueça de visitar o barco do Greenpeace. Já estaremos esperando todo mundo para o próximo final de semana.

Vamos que Vamos…

Salvar o Planeta é agora ou Agora!

Oriental Blue Bird perdeu a bandeira

outubro 29, 2008

No ano passado, durante a expedição Antártica, a embarcação Oriental Blue Bird reabasteceu a frota baleeira na temporada de caça.

O problema é que o barco era de bandeira panamenha e não estava autorizado a participar de atividades de caça, ainda mais por que o Panamá, é um dos governos latino americanos que defende a conservação, durante as reuniões da Comissão da Baleia.

Em abril, o Greenpeace entrou com ações e documentos pedindo que o Panamá retirasse a bandeira da embarcação, e ela acabou de ser retirada.

O navio oriental blue bird continua atracado em shimonoseki, mas sem a permissão para saída e participação na frota, uma vez que agora é um barco APATRIADO, ou seja, sem bandeira.

É motivo para comemorar….

Veja notíca completa no site.

Acho que nesse momento todos os ativistas a bordo ficam felizes por verem que o fruto de um trabalho de 4 meses ainda gera frutos positivos para tentar ipedir a matança indiscriminada de baleias.

Apenas um momento nostálgico…

julho 28, 2008

Após trabalhar, pensar, divagar, planejar o lançamento da Campanha de Oceanos do Greenpeace. Resolvi navegar um pouco pela internet com o objetivo de pensar em outra coisa. Eis que leio o email de Luciano Candisani, um excelente fotografo e que nos deu importante apoio para a Campanha. O email dizia:

“…Acho que você vai gostar do post atual. É sobre mar, e mar gelado, na Antártica, onde você já esteve.
Relato o início da carreira, fotografando o mar debaixo do gelo. Dá uma olhada…”
Curiosa…lá fui eu checar o post. E agora posso dizer que meu domingo foi realmente nostálgico. Após ver as belissimas fotos que ele tirou na região Antártica, próximo ao estreito de Drake, eu realmente me senti, o que podemos chamar de ship sick em outras palavras… morrendo de saudades da vida embarcada lutando contra a caça de baleias na Antártica.
E por mais incrível que pareça, passei pela mesma experiência do Luciano. Antes de viajar comprei minha primeira máquina, e lá fui eu com o objetivo de tirar muitas fotos de baleias e mostrar ao governo japonês que podemos fazer pesquisa sem matar baleias. Amei a experiência que foi apenas a cima d´água.
E assim resolvi pegar os albuns de fotos, acessar o site ler matérias, rever os vídeos… foi muito bom!
Seguem abaixo algumas de minhas primeiras fotos.
Vista da janela

Vista da escotilha da minha cabine

Primeiro iceberg da viagem

Primeiro iceberg da viagem

E para fechar uma lindissima foto de Jiri Rezac, nosso fotografo a bordo.

Confira também as fotos de Luciano Candisani.

Ha 60 anos morria um radical da nçao violência

fevereiro 1, 2008

Bom, depois de toda essa discussão de passar ou não as coordenadas para a Sea Sheperd e questionamentos sobre nossa forma não-violenta de atuação…

Nada melhor do que os 60 anos da morte de Mahatma Gandhi para explicar nossos ideais de radicalismo e não-violência.

Então resolvi plagiar meu querido amigo Jorge, no texto que escreveu para a homenagear Gandhi, escrito para o Greenpeace, e espero que isso melhore a compreensão de nosso trabalho, em mar, terra, tentando salvar o planeta.

Por Jorge Cordeiro/Greenpeace

Muitos consideram o Greenpeace como uma organização radical. Eles estão certos. Somos radicais pela proteção do planeta e pela não-violência. E não somos os pioneiros. Há 60 anos, em 30 de janeiro de 1948, foi assassinado um dos nossos maiores inspiradores, Mahatma Gandhi, líder indiano pioneiro da filosofia de ações e protestos não-violentos.

Isso está em nosso DNA, desde que, em 1971, um grupo de ambientalistas e jornalistas zarpou do porto de Vancouver (Canadá) no navio Phyllis Cormack para impedir testes nucleares americanos nas ilhas Aleutas, no Alasca. De lá para cá, praticamos rigorosamente esse princípio. Como Gandhi, acreditamos ser possível mudar o mundo com base nesse valor.

Ao longo de décadas, Gandhi defendeu o uso da não-violência como forma de luta em diversos países. Na Índia, promoveu em 1930 a Marcha do Sal, ato pacífico de desobediência civil que levou milhares de pessoas a desafiarem leis britânicas que proibiam indianos de fabricar seu próprio sal. Sob sua liderança, o país conquistou a independência do Império Britânico e ganhou os alicerces para o moderno estado indiano.

No Brasil, há quem considere o dia da morte de Gandhi como Dia da Não-Violência, mas a ONU instituiu no ano passado, oficialmente, o dia 2 de outubro – data de seu nascimento. Para nós do Greenpeace, todo dia é dia de não-violência. E somos radicais quanto a isso.

Obrigada Jorge pelo texto…desculpe o plágio… mas que estava realmente representando o que eu gostaria de dizer os leitores sobre nossos  ideais de não-violência.

“Existem dois dias no ano em que não podemos fazer nada: o ontem e o amanhã”
Mahatma Gandhi

Um grande beijo a todos
lelê

Infelizmente a caça foi retomada.

janeiro 31, 2008

Saiu hoje na mídia internacional que a frota japonesa matou um grupo de baleias ontem na Antártida.

A notícia é realmente desanimadora. O governo japonês assumiu que mais 5 baleias foram mortas, por volta das 15hs.

Após nosso barco e da Sea Sheperd (sim, eles também tiveram que abastecer!!!) terem retornado, os japoneses retomaram a caça.

É frustante saber essa notícia, principalmente quando se está longe!

O governo Australiano filmou e documentou toda atividade chamada de “pesquisa”. Vamos ver se em escala política e governamental conseguimos mudar essa situação ridícula.

Mais de 100 pesquisadores, ONGs, membros governamentais estão reunidos em Tóquio esses dias de ambos os lados pro-caça e contra-caça, para tentar resolver o impasse que existe nas reuniões da Comissão Internacional da Baleia. E muitos assuntos e pontos estão sendo levantados por ambos os lados. Os conservacionistas afirmam que o governo japonês está usado uma “brecha” na lei para caça científica e está realizando caça comercial, e os baleeiros reclamam da atuação de ambientalistas durante operações de caça.

Vamos ver o que rola nas próximas horas.

Dedos cruzados como sempre.