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LULA: ABRa os OLHOS

março 3, 2009

Lula: Abra os Olhos… Salve Abrolhos. Salve o Clima.

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Infelizmente esses últimos dias pouco tempo tive para postar aqui no blog sobre as novidades e atividades que estamos fazendo aqui em alto-mar.

O Greenpeace, como parte das atividades da expedição SALVAR O PLANETA É AGORA OU AGORA, passou por Abrolhos para documentar a importância da área para o combate a crise climática.

No entanto, esse paraíso encontra-se ameaçado pelo principal vetor do aquecimento global: a exploração de gás e óleo.

Acompanhe o blog do Greenpeace e veja como foram nossos dias em Abrolhos.

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O cientista

fevereiro 12, 2009

Acabo de ver no Greenblog uma experiência incrível sobre os impactos do aquecimento global.

Vale a pena conferir!


SALVAR O PLANETA É AGORA ou AGORA!

Fortaleza foi palco de discussão sobre os oceanos

fevereiro 12, 2009
Evento lotado a bordo do Arctic Sunrise

Evento lotado a bordo do Arctic Sunrise

Dia 9 de fevereiro foi o dia do Arctic Sunrise e toda a sua tripulação pedir proteção aos mares brasileiros.

O dia foi cheio de atividades. E a primeira atração foi a mais animada. O Grupo Brigada da Natureza do Instituto Aquasis com seus tambores e simpatia cantaram 3 músicas sobre a conservação das espécies marinhas como o peixe-boi, gaivotas e também do ecossistema manguezal.

A Brigada da Natureza simplesmente arrasou

A Brigada da Natureza simplesmente arrasou

Essa era recepção preparada para os donos de restaurantes, supermercados e também para os movimentos comunitários e ONGs locais. Apesar da presença massiva de lideranças pesqueiras e ONGs, apenas 4 donos de restaurantes apareceram e um representante da Associação Brasileira de Supermercados. O esforço de convidá-los foi grande. Foram enviados mais de 680 emails, divulgação em orkut, listas e blogs e ainda visita pessoal e confirmação via telefone com mais de 20 restaurantes e 5 supermecados.

O objetivo da visita ao Arctic Sunrise era informar sobre os problemas que a criação do camarão causa em nossos manguezais, a importância desse ecossistema para a o combate ao aquecimento global e manutenção da saúde dos oceanos e também qual o impacto da atividade sobre as comunidades locais e tradicionais.

O evento contou com a presença do Prof. Jeovah Meirelles que contribuiu imensamente e acrescentou “As fazendas de camarão estão invadindo Áreas de Preservação do Ceará e causando grandes estragos. Outro problema causado pela criação de camarão no Estado é o desmatamento dos manguezais – cerca de 25% dos empreendimentos existentes no Ceará estão localizados em áreas de mangue e mais de 50% não têm licença ambiental para operar”.

A Soraia Vanini, representando a Rede Marinha da AVINA também participou da mesa e colocou um pouco sobre os impactos sociais dessa atividade que acaba por suprimir as tradições dos pescadores locais.

Nesse mesmo evento, dois membros da Assoc. de Pescadores do Imóvel Maceió, vieram a bordo e denunciaram a desapropriação de terras causado pelo turismo desordenado e pradatório.

É realmente uma pena ver que os problemas ambientais da zona costeira estão aumentando e pouca atenção é dada ao assunto, principalmente por falta de vontade política.

Na parte da tarde o evento foi voltado a criação da Área Marinhas Protegida do Litoral leste do Ceará, e contou com a presença, além das organizações locais, do ICMBio, representado pelo Dr. Paulo Maier, diretor da DIUSP.

O evento foi bastante interessante, e as comunidades puderam participar efetivamente. O diretor da DIUSP anotou os encaminhamentos necessários e pediu paciência as lideranças, pela falta de ingerência do governo e falta de estruturação do atual órgão ICMBio, criado a 1 ano e meio.

Paciência é algo que as comunidades e os recursos marinhos já tem a alguns anos, e infelizmente, não sabemos se nossos mares ainda tem muito tempo para a paciência.

Seguimos de Fortaleza para Recife… e por lá prometemos mais atividades, pedindo um melhor uso dos recursos naturais.

Afinal, salvar o planeta é AGORA ou AGORA!

O que fazer para salvar o clima na praia?

fevereiro 12, 2009

O Greenpeace do Sudeste Asiático produziu um curto vídeo para ensinar os turistas como savar o clima enquanto estiver desfrutando das férias durante o verão.

Achei muito interessante e gostaria de compartilhar com todos vocês. É em inglês, mas as imagens valem mais do que mil palavras.

No mais, em agosto de 2008, o Greenpeace lançou a Campanha PROTEÇÃO DOS OCEANOS. ENTRE NESSA ONDA. que também trouxe uma pôster de como salvar os oceanos no seu dia-a-dia independente de estar proximo ou longe da praia.

O importante é ter atitutes conscientes. Radicais sim, mas com propostas.

Baixe aqui o pôster e divulgue para sua família e amigos. Afinal, a praia é também para nossa diversão, e ninguém vai querer brincar na lata de lixo…

Vamos lá… SALVAR O PLANETA É AGORA OU AGORA!

Cheguei em Belém…

janeiro 27, 2009

Com muita alegria, animação e disposição cheguei domingo a noite em Belém. Foi muito legal ver o time todo reunido.

São mais de 30 voluntários de várias cidades: salvador, manaus, belo horizonte, porto alegre, são paulo e rio de janeiro. Além de várias pessoas dos escritórios de são paulo e manaus, entre coordenadores de campanha, o povo de comunicação, logistica, captação de recursos e ainda os diretores.

Quando cheguei, após rápida passagem pelo hotel, fui encontrar os voluntários na casa que o Greenpeace alugou para o período do Fórum Social Mundial. Muito legal ver todos os voluntas reunidos e animados com o intenso dia de trabalho com open boats…

Foram mais de 1500 pessoas visitando o barco… conhecendo sobre os problemas e soluções para combater o aquecimento global.

Ainda teremos mais 4 dias de barco aberto a visitação e com o time completo os dias prometem muita agitação.

Estamos ali na estação das docas, armazém 3 (escadinha).

E se você não puder comparecer, assita o vídeo que conta um pouco o quanto animado e movimentado foi o open boat em Belém.

Você também pode acompanhar o Arctic Sunrise ao vivo pela nossa webcam.

Além dos atrativos com o navio, estaremos também com vários seminários durante o Fórum Social Mundial, focando nos temas energia, oceanos e floresta.

Canto comunitário verde

janeiro 24, 2009

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Dias cheios aqui em Fortaleza para deixar tudo preparado para a chegada do Arctic Sunrise. O navio agora está em Belém, e nesse momento durante o open boat, com mais de 30 voluntários, mais de 15 tripulantes e mais ainda a galera do escritório. Eu diria, o barco é um escritório móvel e que agora está em Belém, aberto a visitação de pessoas. Demais!

Ontem, pela manhã, fui visitar mais de 20 restaurantes aqui da Avenida Beira Mar. Durante o trajeto aproveite para conhecer o mercado de peixe, onde inclusive são vendidos os camarões da carcinicultura.

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O problema aqui é que compensa mais o pescador “artesanal” comprar o camarão da carcinicultura e vender, do que sair ao mar para pescar seu próprio camarão.

Pescadores artesanais acabam se tornando atravessadores

Pescadores artesanais acabam se tornando atravessadores

O camarão da carcinicultura é mais barato e ainda, por ser alimentado com ração, antibióticos e hormônios, dizem que fica muito mais bonito aparentemente. A carne parece uma esponja! Eu não como.

Com isso, muitos pescadores da comunidade passam de pescadores a atravessadores. E os que não são atravessadores, podem tentar um trabalho nas próprias fazendas de criação, que emprega 1 indivíduo por hectare. Já, um hectare de manguezal preservado, garante o sustento de 10 famílias e mais ainda a integridade do ecossistema marinho.

A realidade é dura e crua. Quando estava nessa caminhada, vi um monte de gente, TV, em volta de alguma coisa. Como taurina curiosa não pude deixar de me aproximar. Diziam que os pescadores haviam trazido um tubarão-baleia.

Só não consegui a foto do tubarão ;-(

Só não consegui a foto do tubarão ;-(

Quando por lá cheguei já não tinha mais o animal inteiro, já tinha cortado e estava a venda no mercado de peixe local. Só tinha a cabeça e era impossível se aproximar em meio a tanta gente. Conversando  por ali descobri que essa é a primeira vez que pescam esse tipo de peixe e que ainda, ele não tinha registros para a região.

** depois que eu fui embora, vi no Jornal que o IBAMA aprendeu a carne, e irá doar para instituições públicas.

Bom, continuei a trajetória pelos restaurantes. A idéia foi convidá-los para uma visita a bordo do Arctic Sunrise e conhecer os problemas que ameaçam os manguezais. Fui bem recebida em alguns, em outros não. Mas todos se mostraram interessado em aparecer. Vamos ver agora como será a recepção nos supermercados. (Obrigada, Rosi pela força de conseguir a lista de restaurantes e supers… me ajudou muito!).

No final da tarde, peguei uma carona com o René Sharer da prainha do Canto Verde e parte do Instituto TERRAMAR. As organizações locais fazem um importante trabalho com as comunidades consteiras e com manguezais.

Fui conhecer como funciona o turismo comunitário na Prainha do Canto Verde. Fiquei realmente encantada!

Foto tirada às 5h30 - já bem calro!

Foto tirada às 5h30 - já bem claro!

A Prainha fica a 126km de Fortaleza. Chegamos por lá já era noite! René me levou para conhecer a casa da D. Mirtes. Lá, você se hospeda na casa dos moradores. Eu fiquei no Refúgio da Paz.

A casa da D. Mirtes e sua familia

A casa da D. Mirtes e sua família

Você realmente se sente parte da família de D. Mirtes e tratada como se fosse. Sempre com um sorriso no rosto…

A noite, fui jantar na Pousada Sol e Mar, junto com René e sua esposa. E conheci alguns moradores locais.

O mais interessante ali na prainha, é que os próprios moradores são os que fiscalizam e não permitem que o ambiente seja alterado. Todos respeitam as regras e fiscalizam uns aos outros. Por exemplo, a construção de casas com mais de 2 andares, a venda de terrenos e casas a não-moradores, a pesca da lagosta, do camarão… enfim.

Eles já estão organizados em uma cooperativa para o turismo comunitário e se reúnem frequentemente. Os poucos que conheci pude perceber que dão muito valor ao seu local e são bem engajados e informados.

Acordei pela manhã (5hs) e fui fazer um tour com o René.

As dunas aqui, com os ventos de leste, invandem as ruas, e principalmente as casas. Os moradores se únem muitas vezes, e colocam algumas palhas de coqueiro secas para conter o avanço. Mas a prefeitura precisa ficar mais de olho. Já aconteceu das dunas se moverem para o meio da única via de acesso da prainha.

Os pescadores utilizam técnicas tradicionais de pesca, a bordo de jangadas e catamarãs. Melhor ainda, o catamarã é movido a energia do vento (vela) e utiliza quase nada de combustível.=Os equipamentos de bordo (GPS, sonda, luz e rádio de comunicação) são alimentados por uma placa solar. Fantástico!

René me contou, que na década de 90 (mais precisamente 1993), eles realizaram o projeto SOS SObrevivência. Demais a história, 4 pessoas da comunidade se juntaram em uma jangada de 8m e foram da Prainha do Canto Verde até o Rio de Janeiro, discutir a pesca com os governos.

Chamaram a atenção da mídia para o assunto, fizeram reuniões, propuseram políticas públicas e divulgaram o problema para a sociedade. Que coragem!!!

Parte dessas pessoas hoje continua lutando pela preservação da Prainha… propondo políticas, fiscalizando, exigindo, orientando, educando as futuras gerações.

Vale a pena conhecer e participar do turismo comunitário.

Pude acompanhar o desembarque de um catamarã e como eles se organizam em equipe e família para retirar as caixas de peixe, não encalhar o barco e dividir os pescados.

Durante nosso evento em Fortaleza, no dia 9 de fevereiro, teremos a participação de duas lideranças pesqueiras da Prainha, defendendo a criação de uma área marinha protegida. Isso sim é consciência. O pescador saber o valor da proteção para garantir sua sobrevivência.

Após o tour com René, estava quase na minha hora de pegar o ônibus de volta a Fortaleza. Fiz um pequeno tour com o filho da D. Mirtes. Fui conhecer lugares maravilhosos e aprender sobre a história da Prainha do Canto Verde.

Aproveitei para convidar a todos por lá que visitem o barco do Greenpeace nos dias que estaremos em Fortaleza (7-8 de fev – 10hs-17hs).

No mais, só a agradecer a todos das organizações locais e os moradores da Prainha do Canto Verde, que tão bem me receberam.

Ao final da tarde pude me reunir com os colaboradores do Greenpeace que moram em Fortaleza. 10 pessoas compareceram a reunião e se mostraram bastante engajados e dispostos a salvar o planeta. Afinal, é agora ou agora!