Fortaleza foi palco de discussão sobre os oceanos

Evento lotado a bordo do Arctic Sunrise

Evento lotado a bordo do Arctic Sunrise

Dia 9 de fevereiro foi o dia do Arctic Sunrise e toda a sua tripulação pedir proteção aos mares brasileiros.

O dia foi cheio de atividades. E a primeira atração foi a mais animada. O Grupo Brigada da Natureza do Instituto Aquasis com seus tambores e simpatia cantaram 3 músicas sobre a conservação das espécies marinhas como o peixe-boi, gaivotas e também do ecossistema manguezal.

A Brigada da Natureza simplesmente arrasou

A Brigada da Natureza simplesmente arrasou

Essa era recepção preparada para os donos de restaurantes, supermercados e também para os movimentos comunitários e ONGs locais. Apesar da presença massiva de lideranças pesqueiras e ONGs, apenas 4 donos de restaurantes apareceram e um representante da Associação Brasileira de Supermercados. O esforço de convidá-los foi grande. Foram enviados mais de 680 emails, divulgação em orkut, listas e blogs e ainda visita pessoal e confirmação via telefone com mais de 20 restaurantes e 5 supermecados.

O objetivo da visita ao Arctic Sunrise era informar sobre os problemas que a criação do camarão causa em nossos manguezais, a importância desse ecossistema para a o combate ao aquecimento global e manutenção da saúde dos oceanos e também qual o impacto da atividade sobre as comunidades locais e tradicionais.

O evento contou com a presença do Prof. Jeovah Meirelles que contribuiu imensamente e acrescentou “As fazendas de camarão estão invadindo Áreas de Preservação do Ceará e causando grandes estragos. Outro problema causado pela criação de camarão no Estado é o desmatamento dos manguezais – cerca de 25% dos empreendimentos existentes no Ceará estão localizados em áreas de mangue e mais de 50% não têm licença ambiental para operar”.

A Soraia Vanini, representando a Rede Marinha da AVINA também participou da mesa e colocou um pouco sobre os impactos sociais dessa atividade que acaba por suprimir as tradições dos pescadores locais.

Nesse mesmo evento, dois membros da Assoc. de Pescadores do Imóvel Maceió, vieram a bordo e denunciaram a desapropriação de terras causado pelo turismo desordenado e pradatório.

É realmente uma pena ver que os problemas ambientais da zona costeira estão aumentando e pouca atenção é dada ao assunto, principalmente por falta de vontade política.

Na parte da tarde o evento foi voltado a criação da Área Marinhas Protegida do Litoral leste do Ceará, e contou com a presença, além das organizações locais, do ICMBio, representado pelo Dr. Paulo Maier, diretor da DIUSP.

O evento foi bastante interessante, e as comunidades puderam participar efetivamente. O diretor da DIUSP anotou os encaminhamentos necessários e pediu paciência as lideranças, pela falta de ingerência do governo e falta de estruturação do atual órgão ICMBio, criado a 1 ano e meio.

Paciência é algo que as comunidades e os recursos marinhos já tem a alguns anos, e infelizmente, não sabemos se nossos mares ainda tem muito tempo para a paciência.

Seguimos de Fortaleza para Recife… e por lá prometemos mais atividades, pedindo um melhor uso dos recursos naturais.

Afinal, salvar o planeta é AGORA ou AGORA!

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One Comment em “Fortaleza foi palco de discussão sobre os oceanos”

  1. Caio DAndrea Says:

    esse dia foi show..
    parabens e positivas


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